sexta-feira, 20 de setembro de 2019

P.A.I.G.C….QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ !!!


P.A.I.G.C….QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ !!!

Outrora, um partido de principios nobres, de dignidade, de moralidade e de legalidade.

Hoje, um partido sem principios, sem nobreza de carácter, sem dignidade e à margem da legalidade.

Hoje, o PAIGC é a imagem da personificação do carácter, da forma de actuação e da postura de quem o lidera.

O PAIGC mudou a sua matriz libertadora, inclusiva e de massas, para uma matriz elitista, sectarista, urbanizada e acima de tudo centralista e fortemente personificada.

Um paradigma novo, inventada e imposta matreiramente, com o propósito de dar corpo e sustentabilidade a um projeto de culto de personalidade à volta de um líder egocêntrico, narcísista, manipulador e ditador em gestação.

O PAIGC que outrora, mesmo sendo espezinhado dos seus direitos, perseguido e constrangido no exercicio dos ganhos políticos alcançados nas urnas, soube sempre, lutar com dignidade, dentro do quadro da legalidade, na base de principios de conduta e de procedimentos. O PAIGC, fazia da coesão interna, a solidariedade e a capacidade de resistência, as suas arma mais fortes dos combates politicos, mas sempre, dentro do quadro legal, da transparência e da exemplaridade de conduta, exigindo sempre o respeito das regras democráticas e do Estado de Direito.

Hoje, é o PAIGC que dá os maus exemplos da falta de transparência no jogo político, da falta de ética, de coerência e honrabilidade, do desrespeito das regras, dos estatutos e dos acordos.

Hoje, o PAIGC dá primazia ao jogo da manigância, da manipulação, da intrujíce, da aldrabice, da vilânia e trapaça dos “chicos espertos”, tanto no exercício da política corrente, quer nos acordos ou parcerias com os demais partidos.

O PAIGC de hoje, deixou de ser um partido sério e exemplar, perdeu a essência com que outrora actuava, mesmo à custa de sacrificios de um partido mártir.

O mau exemplo verificado na constituição da mesa da presente legislatura, foi o prenúncio de uma conduta de charneira que, infelizmente vem sendo hábito e prática, num partido, que outrora fora exemplo acabado de uma cultura democrática de excelência. Desse caso, seguiram-se outros casos, de falta de lealdade, tais como os das nomeações à revelia de Directores Gerais nos ministérios e institutos públicos, cujas tutelas cabiam aos seus parceiros de “coligação”, assim como, o caso recente de se avançar para as “correcções” dos cadernos eleitorais sem consulta ou consenso com os parceiros da “coligação” e tão pouco, com os demais partidos políticos.

Hoje, é com mágua que vejo o PAIGC levar 74 dias sem poder apresentar o OGE e o Programa do Governo na ANP e a fugir de uma responsabilidade legal, ao ponto de recorrer a meios subversivos de jogo de sindicatos, para servir de Cavalo de Trôia para obstruir, inviabilizar ou protelar essa obrigatoriedade de se apresentar perante a plenária da ANP para ser sindicado sobre a sua legitimidade de poder ou não governar.

Esse medo, essa fuga para a frente, justifica-se pelo receio de ser derrubado com uma moção de censura...porém, nada mais simples e natural no jogo democrático, pois a força de governar advém da força dos argumentos nas urnas. E, neste caso, o PAIGC está em queda livre de menos 10 deputados por legislatura.

Hoje, é certo que não me revejo neste PAIGC actual que me envergonha e deprime, pela postura indigna de um grupo de trapaceiros, que querem transformar a nobreza do jogo político democrático, num jogo de “chicos espertos”.

Saudações de um combatente de Cabral




quinta-feira, 19 de setembro de 2019

DROGA : COINCIDÊNCIAS COMPROMETEDORAS


DROGA  : COINCIDÊNCIAS COMPROMETEDORAS

Dois ditados populares, retratam a atualidade da temática da droga e o debate que tem suscitado na politica guineense estes últimos dias : “o hábito faz o monge e “diz-me com quem andas e dir-te-ei que és”.

Na observação dos factos, quando as coincidências são tão concludentes, é muito dificil assacar outras conclusões, senão as que se ajustam aos dois ditados populares acima citados.

É dificil, senão impossível desassociar o Governo do Primeiro ministro Aristides Gomes(AG) aos assuntos e dossiês mais cadentes do tráfico da droga na Guiné-Bissau.

Na realidade, com comprometida coincidências, foram nos sucessivos Governos em que esse político participou, é que o país mostrou uma estranha empatia e relação de atração com o tráfico da droga.
Essas relações comprometedoras, altamente suspeitas, foram sucessivamente verificáveis, nas seguintes circunstâncias e ocasiões :

1)      aquando da sua Primatura no consulado de Nino Vieira, após apreensão de seiscentos (600) kg de droga, estes sumiram misteriosamente dos cofres do MEF, cujo ministro de tutela de então era outro empático com a droga, o Nado Mandinga. Essa enorme quantidade de estupaciente desapareceu dos cofres do Estado.., “voltalizando-se” por completo, sem deixar aparentemente rastros. Porém, sabe-se de boca cheia em Bissau, de que, a respetiva droga foi levado por alguém ligado ao meio do tráfico que, em conluiu com os demais supracitos dividiram os lucros desse tráfico. Desse assunto, falou-se muito, mas acabou, como se costuma dizer em crioulo, “suma mon de sal na iagu”;

2)      no seu consulado como PM indigitado da CEDEAO para realizar as eleições legislativas de março passado. Nas vésperas desse pleito foram apreendidas quase 900 kgs de droga que, aparentemente foram queimadas sob apertada vigilância da PJ, DEA-Americana e da Comunidade internacional.

 Entre acusações de parte à parte, entre o governo coadjuvado pelo PAIGC tentaram colar o assunto à oposição e à presidência da República e, estes em contra-ataque, tudo fizeram para associá-lo ao Governo e aos Libertadores. No esgrimar de argumentos, ambas as partes acusavam-se mútuamente de estarem a financiar a campanha eleitoral com o dinheiro da droga, mas sem que, alguma das partes tenha mostrado as evidências das suas alegações.  

Neste caso específico e do meu ponto de vista, é ao Governo, detentor do ius imperium que pendia o onús da prova, e que, porconseguinte tinha por dever e obrigação, fornecer as evidências de que não tinha nada a ver com o assunto da droga e, mais do que isso, trazer à justiça os verdadeiros responsáveis desse crime. Nada disso chegou porém a acontecer por parte do executivo.

Entre acusações e contra-informações nos meios de comunicação e nas redes sociais afetas às partes interessadas, o assunto acabou morrendo solteira. Porém, nenhuma das partes conseguiu esconder os evidentes rastos de enriquecimento rápido e fortes sinais exteriores de riqueza ilícita que marcaram esta última campanha eleitoral, marcada pelo luxo e extravagância, com acentuado pendor por parte do Governo e do PAIGC que lograram fazer uma campanha eleitoral de luxo e extravagâncias nunca vistas no país. Esses dois indicadores de sinais exteriores de riqueza ilícita e realização de despesas exorbitantes, são sinais fortes que mostram as evidêncas, de quem na realidade tinha as mãos sujas nesse assunto da droga.

3)      Bem recentemente, no seu presente exercicio governativo foram apreendidas quase duas toneladas de droga pela PJ em colaboração com a DEA-Americana, a maior realizada no país até então.

Mais uma vez, o nome do Primeiro ministro, Aristides Gomes veio de novo à baila e, desta vez, com contornos e coincidências extremamente comprometedoras. Aliás, a sua intervenção apressada através de uma entrevista, a tentar desmentir o seu não envolvimento em qualquer ato de tráfico da droga, foi encarado como um mau pronúncio e sinal de que,  não se sentia à vontade com o assunto. 

Na tentativa de se justificar precipitadamente, foram trazidas ao assunto novos fatos com coincidências comprometedoras com o referido tráfico de droga.

Entre os fatos, foi trazido ao público, de que o PM Aristides Gomes, dias antes do acontecimento da apreensão da droga, nomeou o cidadão colombiano de nome, Cano Zambrano Jhon Jaime, ao cargo de seu Conselheiro Especial, com direito a um passaporte diplomático, com honras, privilégios e regalias inerentes. Por coincidência e azar do PM, o referido cidadão é na realidade, um barão da droga e está seriamente envolvido no tráfico da droga ora apreendida.

Como se costuma dizer nestes casos..., ou o PM gosta muito da droga, ou é a droga, que gosta muito, e não larga o PM, Aristides Gomes em todas as suas andanças politicas.

Porém, uma coisa é certa e foi visível na campanha eleitoral passada e, tenderá a agravar-se nestas eleições presidenciais que se avizinham : há muito dinheiro sujo a ser injetado nas campanhas políticas.

Essa injeção milionária de recursos financeiros nas campanhas, só podem ter como origem, uma destas duas fontes de rendimento ilícito :
                - o tráfico da droga ;
                - o erário público.

Por inquestionável e comprometedoras coincidências, em ambos os casos, o nome do PM Aristides Gomes está fortemente envolvido.

Perante fatos, não há argumentos,
Perante as evidências, não há como negar.

Bem hajam,
Carlos P.M




quarta-feira, 18 de setembro de 2019

C.E.D.E.A.O. À DERIVA NA GUINÉ-BISSAU


C.E.D.E.A.O. À DERIVA NA GUINÉ-BISSAU..., UMA ORGANIZAÇÃO, SEM RUMO E SEM CRITÉRIOS IMPARCIAIS DE MEDIAÇÃO

A nossa organização regional está completamente perdida com o escopo da sua missão na Guiné-Bissau, que é supostamente de servir, como instrumento de interposição e de mediação no conflito politico-institucional no país, missão essa, orientada na perspectiva de se promover o restabelecimento da legalidade democrática e garantir a estabilização e consolidação das instituições democráticas no país, fortemente abaladas com o golpe de 12 de abril.

Até hoje, apesar de estar já, perfeitamente impregnado da matriz do conflito politico-institucional, ela persiste teimosamente em falhar no terreno, pautando-se por assumir posionamentos e tomadas de decisões desajustadas e desenquadradas que o momento politico do país exíge.

A CEDEAO, para mostrar aparente “autoridade” e fazer ilusóriamente respeitar, teima em apostar em decisões musculadas, mas completamente desacertadas, as quais, violam e espezinham grosseiramente a nossa Constituição, a nossa soberania e  nossa dignidade como Povo e Nação forjadas numa luta de independência impar.

É cada vez mais flagrante de que, a CEDEAO é uma organização, sem autoridade moral e exemplos de boa conduta política, pois na Guiné-Bissau, ela tem abusado e estravasado das prerrogativas da sua mediação e, tem assumido recorrentemente, posições de flagrante desrespeito para com o Povo guineense, pela nossa soberania nacional e pela vontade popular plasmada nos resultados da última eleição legislativa de Março passado.  

Esta conclusão para mim, é bem perceptivel e devidamente fundamentada nas diversas posições e factos protagonizados por essa organização regional, entre as quais, passo a expôr, apenas algumas de recente actualidade :
- à data presente, a CEDEAO, de forma injustificável e descabida, tem demostrado um posicionamento de claro favorecimento para com um dos contentores políticos, elegendo-o como o interlocutor político priviligiado e mais credível de entre os demais, dispensando-lhe de há uns tempos à esta data, descarada e inexplicável protecção e escolta especial da ECOMIG, enquanto os demais lideres políticos e candidatos presidenciais, são ignorados e deixados à sua sorte.

Pergunta-se com quais critérios e fundamentos se baseiam a CEDEAO para se dispensar ao candidato Domingos Simões Pereira, vulgo DSP, essa protecção e escolta personalizada ? Não será que, a justificação conjuntural que em tempos fundamentou esse beneficio, já não está caduco ? Ou será que, estamos perante tratamentos diferenciados, um para o “filho preferido” e outro, para os “enteados”;

- A CEDEAO, tem-se posicionado recorrentemente e de forma deliberada, sempre em alinhamento com as queixas e pretensões apresentadas e defendidas pelo seu interlocutor priviligiado, mesmo que para tal, tenha que disvirtuar regularmente o escopo da sua carta de missão, para invariavelmente, engendrar posições e decisões que tendem a favorecer no quadro politico, as pretensões do seu político protegido.

Este facto, foi recentemente verificável aquando do posicionamento da última missão que, à partida seria uma missão de avaliação e minotoramento do processo eleitoral em curso, mas acabou por enveredar por considerações e recomendações que, vão muito para além do escopo da respetiva missão, acabando por imiscuir-se grosseiramente no jogo político e no exercicio do judicrio, ao afirmarem no comunicado final de que, “o Governo actual devia imperativamente manter-se em funções até a realização das eleições (????) e que, as instâncias judiciais deviam abster-se de criar entraves ao processo eleitoral”.

Essas declarações, chocam pela petulância e arrogância com que foram exprimidas e demostram um claro desprezo da instância regional pelo nosso país e as nossas instituições da República, porquanto, elas foram expremidas, à revelia e em clara deturpação dos respectivos mandatos.

Os membros do órgão de minotoramento, têm faltado sistematicamente ao respeito ao Povo guineense com declarações e posicionamentos estapafúrdios e grosseiros, deixando o essencial da sua missão por resolver, onde deviam tomar posições firmes e claras, como são os casos relacionados com a ilegalidade da “correção” do recenseamento (???) que esta a ser levada avante pelo Governo apesar das fortes contestações e, também, da legalidade ou não da existência da famigerada Secretaria de Gestão Eleitoral, estratégicamente entregue ao maior delinquente e fraudador de dados eleitorais do país.

Não será esta preferência explicitamente assumida pela CEDEAO à favor de um candidato presidencial, um sinal escamoteado de um apoio implícito da CEDEAO ao candidato DSP, podendo este, ser considerado pelos eleitores, como o candidato oficial da CEDEAO para as presidenciais na Guiné-Bissau ?

-   A CEDEAO, nas suas inúmeras missões de consulta ou minotoramento, nunca tentou exercer o verdadeiro contraditório junto às demais partes interessadas de forma coerente e responsável, para de forma sustentavel, inteirar-se de forma ampla e inclusiva dos constrangimentos do processo guineense, limitando-se a circunscrever as sucessivas missões de minotoramento e outras, somente às questões suscitadas por uma parte do conflito e a recolher, apenas os inputs vindo dos círculos restritos, ondeo potestativo candidato da CEDEAO, exerce lobby’s de influência muito fortes à seu favor.

Porque razão a CEDEAO, nunca mais falou ou exigiu a questão da composição ilegal da Mesa da ANP reclamada pela oposição e, onde o partido no poder, usurpou assentos no presidium recorrendo à métodos anti-democráticos, anti-constitucionais e anti-regimentais da ANP para impôr pela via da força e vontade maquiavélica do partido no poder, um Presidium de Mesa adulterado, em flagrante contradição com o regimento desse órgão ;

- Aquando da sua última missão, a CEDEAO, não se dignou a fazer nenhum pronunciamento sobre a escandalosa apreensão da droga recentemente verificada no país.

Um caso de extrema gravidade onde, o Governo como detentor do poder politico e governativo devia ser fortemente interpelado pela CEDEAO, sobre as causas e origens deste acontecimento criminoso de grande amplitude. Um caso, em que a CEDEAO, devia exigir ao Governo, provar de forma clara e inequívoca o seu não envolvimento nesse acto criminoso, onde por força de uma coincidência altamente comprometedora, o principal protagonista desse tráfico de cocaína, é um conhecido “capo” da droga colombiana, surpreendentemente nomeado poucos dias antes pelo PM, ao cargo de Conselheiro especial com direito e regalias de um passaporte diplomático (com que fim ??? pergunat-se ??).

Porque razão a CEDEAO fez ouvido de mercador e olho miúpe a este flagrante acto criminoso de financiamento da campanha eleitoral, pressumivelmente engendrado em conluio pelo Governo e o seu candidato presidencial, através do negócio da droga ?

-  A CEDEAO persiste até a presente data, em favorecer e fazer valer o seu roteiro de paz e os “Acordos” firmados no processo da mediação em detrimento da nossa Constituição e demais Leis, quando na realidade, esses instrumentos adotados num contexto temporal próprio e especifico para a resolução do conflito politico-institucional guineense, tornaram-se automáticamente e de facto caducos e inaplicáveis, desde o momento que foram realizadas as eleições democráticas, passando por essa via a prevalecer de futuro o principio das regras do jogo democrático ditadas pelas instâncias nacionais.

Porque razão, mesmo depois da realização das eleições legislativas, a CEDEAO persiste na sua intervenção grosseira e descarada nos assuntos da Governação do país, não se coibindo ao desplante de dar “ordens” de se respeitar a manutenção obrigatória de um Governo desacreditado, desorganizado e elitista, que dia à dia se afirma como o Governo mais corrupto da nossa história democrática, um “Governo” às ordens e orientações telecomandadas, que funciona segundo os interesses e estrategias de um partido politico e do seu lider delapidador voraz do erário público.

Por estas considerações, creio ter-se chegado a hora dos verdadeiros patriótas, dizerem BASTA AOS DESMANDOS E INTERFERÊNCIAS DA CEDEAO NA GUINÉ-BISSAU

E, esse basta, passa por confrontá-los e afrontá-los frontalmente..., com o orgulho da nossa soberania, com a força da nossa dignidade com que em tempos, não aceitamos a subjugação colonial, e tão pouco, aceitaremos pretensões de subalternização da nossa soberania aos interesses e jogos estratégicos subregionais de cariz neo-colonial e de interferência na escolha dos nossos destinos.

Minas Gerais, 12 de Agosto de 2018

Veríssimo M. Costa

Estudante



OPINIÃO : A PROPÓSITO DO DIA DA CULTURA


OPINIÃO : A PROPÓSITO DO DIA DA CULTURA

Ouvi na comunicação social de que, o Governo tinha decidido dedicar o dia 12 de Setembro como “Dia Nacional da Cultura”.

A escolha da data, foi infeliz, despropositada, inoportuna e desprovida de sentido.
Em primeiro lugar, porque a escolha de datas nacionais, deve ser alvo de um amplo debate nacional e sectorial para reunir consensos e alinhamento com a sociedade, ainda mais, tratando-se de uma área tão abrangente e transversal como a cultura. E, em segundo lugar, a escolha deve obedecer a critérios assertivos que não ponham em causa outras datas históricas de grande simbolismo e recolhimento nacional.

A escolha da data de 12 de Setembro, não respeitou, nem um, nem outro critério. Foi mal pensado e mal escolhido em todos os sentidos e ela, foi decidida à sorateira e de forma unilateral e caprichosa.
Ao escolher a data de 12 de Setembro como “dia da cultura”, o Governo desmereceu em consideração a data natalícia do Fundador da Nacionalidade Amilcar Cabral, cuja data não devia ser “partilhada” nem confundida com nenhuma outra, mesmo sob pretexto de se querer instituir uma “cultura” de debates e conhecimentos sobre a figura e obra do Pai da Nação, porquanto, estes debates e dissertações deviam ser feitos num contexto de exclusividade que a sua imensa figura merece, e deve ser tratado.

A escolha da data, desmerece igualmente, em respeito e consideração, outras importantes personalidades da cultura guineense, cujas datas natalícias, podiam perfeitamente ser escolhidas para se instituir como o “dia da cultura” e, sem necessidade de beliscar uma data histórica e simbólica que, devia ser exclusivamente dedicada ao fundador da nacionalidade. Refiro-me às figuras portadoras de grande simbolismo cultural, tais como, José Carlos SCHWARZ,  Dr Vasco Cabral, Aerolino Cruz, entre outras que, não me ocorrem à memória neste momento.

O erro já foi cometido e, julgo eu, provavelmente por inexperiência e capricho dos seus promotores ou por incúria na sua abordagem e enquadramento.

Posto estes pontos de vista, é preciso partilhar e refletir conjuntamente as grandes decisões nacionais, para que iguais precipitações dispensáveis, não voltem a acontecer.

Por fim, é bom que se entenda que, Amilcar Cabral é Amilcar Cabral e a amplitude da sua figura merece outras abordagens que não se confundam com folclores e artes e culturas de panaceia.

Bem hajam

Bissau, 18 de Setembro

Carlos Benvindo Silva   

Portugal vai apoiar ensino politécnico na Guiné-Bissau

Portugal vai apoiar ensino politécnico na Guiné-Bissau

Uma parceria estratégica que tem na mira três projetos de referência na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal.

A Guiné-Bissau quer criar uma rede de ensino politécnico com vários polos no interior, associados a
setores estratégicos. Como fonte de inspiração tem os politécnicos portugueses e a “forte relação” que
estes mantêm com as “respetivas comunidades”.

Foi dado um primeiro passo nesse sentido no âmbito do programa de cooperação entre Portugal e a
Guiné-Bissau, que além de trazer ao Instituto Politécnico de Setúbal o ministro da Educação Nacional e Ensino Superior daquele país, incidiu em três projetos emblemáticos atualmente em curso na Escola
Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS). Trata-se do programa de formação BrightStart,
lançado em parceria com a consultora Deloitte, e da Oficina Lu Ban Portuguesa, que resulta de uma
parceria com o governo municipal da região chinesa de Tianjin e o Innovation Lab.

Além da língua comum e dos laços históricos e culturais, Portugal surge neste projeto como parceiro
estratégico da Guiné-Bissau pelo seu “sistema de ensino hoje altamente reconhecido em todo o lado”,
justificou Daurtarin Costa. O ministro destacou ainda a urgência de “aumentar os níveis de formação dos guineenses e de, em simultâneo, ganhar sustentabilidade para o nosso processo de desenvolvimento”.

Irregularidades nos cadernos eleitorais dividem governo e oposição

Guiné-Bissau: Irregularidades nos cadernos eleitorais dividem governo e oposição

O governo guineense e a oposição não se entendem sobre os mais de 25 mil eleitores que não votaram nas legislativas de Março devido à irregularidades na inscrição.

Enquanto o Governo defende a correcção dos cadernos eleitorais, a oposição tem criticado os trabalhos que estão a ser levados a cabo pelo Governo, com objetivo de incluir mais de 25 mil eleitores.

Uma irregularidade que o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral pretende corrigir, sob olhar suspeito de alguns partidos políticos, nomeadamente PRS, MADEM-G15 e APU-PGDB.
NOTÍCIAS : Guiné-Bissau: ONU receia dificuldades após as eleições presidenciais

O Conselho de Segurança da ONU elogiou o Governo inclusivo da Guiné-Bissau e considera que se pode abrir um ciclo político depois das eleições de novembro. Contudo receia alguns problemas depois do pleito.

As próximas eleições presidenciais na Guiné-Bissau, que vão realizar-se em novembro, podem iniciar um novo ciclo político segundo o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Para a organização internacional depois de vários anos de instabilidade esta pode ser a oportunidade para garantir um futuro com maior segurança e inclusão.

Na reunião desta última terça-feira (10.09.), membros do Conselho de Segurança destacaram que a
Guiné-Bissau tem o primeiro Governo "inclusivo" e "equilibrado" da África Ocidental, devido às oito
ministras e três secretárias de Estado que compõem 35% dos membros do Executivo.

A secretária-geral assistente para África do Departamento de Operações de Paz, Bintou Keita, considerou que a comunidade internacional deve dar apoio financeiro e "contribuição instrumental" para a realização das eleições presidenciais de 24 de novembro e, se necessário, para a segunda volta, a 29 de dezembro, para pôr fim ao "ciclo político de instabilidade" que dura desde 2015.

Bintou Keita, sublinhou que o processo eleitoral tem desafios como o registo de eleitores. Nas
últimas eleições legislativas de março cerca de 25 mil eleitores não tiveram oportunidade votar.

Bintou ainda referiu que é necessário respeitar a data do ato eleitoral e que se deve tornar este processo o mais transparente possível para dissipar a "desconfiança generalizada" em relação à política guineense.

Fernando Delfim da Silva, representante permanente da Guiné-Bissau junto da ONU, referiu que o
Governo está focado em realizar eleições credíveis e transparentes. Segundo o diplomata, as eleições
presidenciais serão uma oportunidade para o povo guineense "renovar a legitimidade" das instituições do país.

Problema da droga

Delfim da Silva lembrou ainda que o cenário político atual está afetado pela maior apreensão de droga da história do país. No dia 2 de Setembro foram apreendidas 1,8 toneladas de cocaína. A Guiné-Bissau continua ser "atrativo" para os traficantes, devido à fragilidade das instituições e "vulnerabilidade geográfica", afirmou Fernando Delfim da Silva, considerando que os vizinhos africanos lidam com os mesmos problemas.

Fernando Delfim da Silva pediu ao Conselho de Segurança que se encontrem formas de aumentar a
capacidade das instituições nacionais, que operam em condições "extremamente precárias" e manifestou a necessidade de reforço da cooperação com as Nações Unidas no combate ao tráfico de droga.

O Conselho de Segurança advertiu que a dificuldade será gerir o período pós-eleitoral, quando serão
necessárias reformas constitucionais, e apelou para que as "tendências" dos atores políticos de pôr em
causa o resultado das eleições sejam dissipadas.

Os Estados-membros com assento no Conselho de Segurança manifestaram preocupação com a
criminalidade relacionada com a droga, assim como pela possibilidade de estas atividades criminosas
serem utilizadas para financiamento de atividades terroristas.

A ONU salientou a determinação da polícia guineense e das forças de segurança em neutralizar o
problema das drogas, e disse que o controlo da segurança e estabilidade deve ser assegurado também pelo Grupo P5: ONU, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), União Africana, União Europeia e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

domingo, 8 de setembro de 2019

CARTA ABERTA AO DSP


Devido ao forte impacto deste acutilante artigo da autoria de Palmiras Fortes, tomamos a iniciativa de copiar e publicar este artigo muito interessante postado nas paginas do facebock, sob o identificativo de "Netos de Abel Djassi".
Com a devida permissão.

Por Palmiras Fortes

Exm. Senhor Presidente do PAIGC, ( já com um pé fora) e Conselheiro especialíssimo do PM, para não dizer Exm. Senhor QUASE PRIMEIRO MINISTRO.

Onde vai alimentar a sua convicção de que nós guineenses somos menos inteligentes ou temos menos acesso á informação do que o senhor?? Não é possível acreditar que pode-nos passar um atestado de burrice todo o santo dia, arranje outro brinquedo por favor!!

Vamos aos factos; estes dias algures o senhor afirmou ironicamente que “ PAIGC é um partido especial, porque traz a droga e prende a droga”.

O único especial na sua frase é o senhor, Domingos Simões Pereira, porque a areia que atira para o ar, só cai nos seus olhos.

1- Diler nenhum é louco o suficiente para enviar 2 toneladas de droga para um país, sem garantias do mesmo. Ninguém tem este nível de suicídio, nem mesmo o senhor Engº. Quem intercetou a droga foi a DEA (Drug Enforcement Administration) NÃO FOI O GOVERNO COMO NOS QUER VENDER!!!!!!

2- O que é a DEA? A Drug Enforcement Administration (DEA; em tradução livre Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. O órgão foi criado em 1973.[1] Seu mandato inclui a repressão doméstica ao narcotráfico e crimes relacionados às drogas em geral, dividindo responsabilidades com o FBI, além de ser o único órgão dos Estados Unidos encarregado de investigações do narcotráfico no exterior.

3- A PJ da Guiné Bissau esta de parabéns sim, porque cumpriu com as instruções da DEA. A PJ é obrigada a executar estas instruções e, o estado não tem como interferir. OU SEJA PAIGC NÃO APREENDEU NADA!

4- O Relatório que nunca aparece com o nome dos envolvidos, esse sim o Governo já consegue manobrar e, não deixar vir a público.

5- É declaradamente sabido que a GB está na mira da DEA faz tempo, fomos apelidados de todos os nomes pelos estrangeiros, mas a falta de inteligência que o senhor Domingos insiste em colar na testa deste povo é mais intolerante ainda.

6- Faça a sua campanha, a sua curta trajetória politica à-vontade, mas não nos insulte, porque hoje em dia o conhecimento está a distância de um “clique”. Não precisamos de ser nem Doutorados nem doutorandos para vermos com clareza os fatos.

7- Senhor Domingos, não subestime o seu povo, acreditando que conquistará o seu objetivo sem que nada o intercete, todos os que tentaram não tiveram sucesso. O senhor é um “menino “ na politica, sabe nada inocente... A sua imagem foi criada sob uma base de solidas e compulsivas mentiras. Este castelo de areia já desmoronou, só o senhor n deu conta. Como já havia dito, não retiro a sua competência teóricas mas politico não é ! Hoje estou certa de que está convicto que os guineenses de forma geral são incultos. Tem razão para pensar assim, pois o partido que herdou e, que fez o favor de perder 20 deputados, nunca investiu na educação do seu povo, temos uma taxa elevadíssima de iliteracia. Mas não se esqueça do fato dos guineenses viverem intensamente a politica, só o senhor não compreendeu ainda que está num caminho suicida mas os iletrados e incivilizados somos nos!

8- Falando de a iliteracia para n utilizar a expressão de analfabetos, gostaria de dizer-lhe , que nós os votantes que tanto menospreza, entendemos muito bem o porque do Sr. Dautorin não dar este ano lectivo como nulo. Entre o anular o ano ou não, preferiu estendê-lo. Tudo por uma única razão. Se o ano letivo for dado como nulo, o senhor perder os apoios / financiamentos prometidos pela Holanda e, outros países da Europa. Não foi à toa que o senhor foi correr na pista da Holanda não !!! O que interessa é que entre dinheiro direto para o seu bolso, se a terra avança, se a escolaridade se renova, isso n interessa para nada, até porque parente seu, nem de longe anda nas escolas nacionais. O senhor cria os problemas e, aponta o dedo aos mesmo como se fosse um salvador, mas na realidade é o vilão da história.

9- A manutenção das oportunidades só para os mesmos, os tachos a quem insulta, a falsa elite (lambe botas) que cria á sua volta dando lhes migalhas e engordando o seu gado em casa, isso não nos consegue esconder.

10- Quando dá todo o luxo à sua filha, um grande carro de luxo, oportunidades que a mesma nem consegue agarrar mas continua a curtir “um vidão” que não faz questão de esconder. Este luxo é sustentado com a desgraça dos “ coitadis “ que só tem possibilidade de ir ás escolas nacionais, onde nem o porteiro tem alguma motivação que dirá os professores de ensinar com fome na barriga.

11- Porque votaria eu no senhor? Para engordar o seu gado em casa e os meus não terem acesso á educação? Para os que sofreram para estudar não terem oportunidade de emprego quando afinal é preciso apenas insultar os seus adversários para ser colocado na PetroGuin, no Minstério da Justiça e, afins??

12- Senhor Engenheiro, se nem o senhor tem outra fonte de rendimento a não ser o estado, daí querer ferozmente o poder e , exigir o cargo de QUASE PRIMEIRO MINISTRO, imagine 1.200 milhões de habitantes a quem o senhor retira todas as oportunidades possíveis? Jamais votaria em si.

13- DSP o senhor não será presidente nem dirigente de um povo que despreza e menospreza todos os dias.
Volto a lembrar, foi DEA que seguiu a droga e deu ordem para aprender e não o Governo !!!

Jornal ou Blog de Angola?

Com  a devida vênia, reproduz-se à copia de um artigo extraido do : "Jornal de Angola"


CUMPLICIDADES & INGERËNCIAS

Jornal ou Blog de Angola?


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O Jornal de Angola publicou um especial, no qual um bloguista brasileiro radicado na Suécia, Wellington Calasans, realça o papel de destaque de Angola na cena política guineense. Como o Jornal de Angola nem sequer apresenta o analista e este é desconhecido dos guineenses (só se lhe conhece um artigo de pura propaganda pró-DSP), ainda antes de abordarmos a parcialidade do conteúdo, justifica-se que o queiramos conhecer melhor, para aferirmos da legitimidade das suas alegações e tentar perceber qual o alcance, a intencionalidade e a actualidade do presente especial no jornal oficial. São feitas insinuações, prognósticos e mesmo ameaças veladas dificilmente imputáveis a uma política diplomática responsável, no campo internacional: como lidarão as autoridades angolanas com o futuro presidente, se o povo guineense, que é quem deve decidir, optar por outra solução para além daquela que tão empenhadamente preconizam? Pretendemos, com este texto, denunciar o autor, o mandante, o editor, e, em última instância, os responsáveis políticos, pelo absoluto desrespeito demonstrado pela soberania do povo guineense. 

Atendendo ao destaque dado ao autor, profundidade e actualidade diplomática do assunto, suposta responsabilidade e credibilidade que empresta a publicação num jornal oficial como o Jornal de Angola, seria de esperar tratar-se, no mínimo, de alguém com um curso de jornalista. No entanto, trata-se de um simples bloguista brasileiro, caído em desgraça no seu país. Em tempos defensor acérrimo de Lula, teve o seu momento de glória, mas o poder mediático que rapidamente adquiriu o blogue/conceito de directos de opinião (Duplo Expresso, que desenvolveu em parceria com um outro bloguista, Romulus Maya) rapidamente hipertrofiou a sua inata megalomania. O seu patrono, que o lançou e apoiou inicialmente no conhecido blog brasileiro Cafezinho, Miguel do Rosário, sentiu-se obrigado a publicar um documento públicoesclarecendo o seu “nível inacreditável de mau carácter e insanidade”, acusando Wellington Calasans de “irresponsável, truculento e desonesto”.

Quanto ao seu parceiro no Duplo Expresso, a pesquisa revela-se mais surpreendente ainda, expondo as suas conexões a Angola: um jornalista brasileiro, Luís Nassif, apresenta-o em “o estranho caso do advogado internacional que virou blogueiro”, revelando que este fez parte da equipa que preparou a entrada da Trafigura em Angola (monopólio de combustíveis), ou seja, como implicado nas actuais redes de corrupção do “novo” regime angolano pós-Eduardo dos Santos, acrescentando que as investigações Lava Jato pouparam misteriosamente as ramificações angolanas do escândalo da PetroBras à Trafigura. Romulus de seu nome, é descrito por Miguel do Rosário como “uma pessoa completamente desequilibrada, que não tem a mais leve noção de ética (…) uma pessoa com graves problemas mentais. Suas observações sobre ‘uai, precisa de fonte?’ são estarrecedoramente antiprofissionais, mesmo para um não-jornalista.” É ainda descrito como “vaidoso”; “mentiroso”; “chantagista”; “sórdido”; “vingativo”; “perigoso”, entre outros mimos pouco abonatórios para a sua personalidade. 

Ambos os personagens estiveram envolvidos em quezílias sobre financiamento de blogues, sendo apontados como oportunistas e demagogos. Alguns acusam expressamente esta dupla de traição, e mesmo de responsabilidade pela derrota de Lula, pelas sementes de discórdia e dissensão que espalharam entre as suas fileiras, actuando como quinta coluna do adversário. 

Ora se, no artigo prévio do autor em relação à Guiné-Bissau, já citado, se podiam ainda tratar de simples especulações de um bloguista, à pesca de patrocinador, já com a publicação num jornal oficial o caso muda de figura. Presume-se que, num assunto tão melindroso, não haveria publicação sem aval superior, ou pelo menos conhecimento a algum nível da máquina diplomática, nomeadamente o embaixador... A megalomania, bem identificada no autor, parece ter sido naturalmente bem acolhida em Luanda. Ora é precisamente isso que é preocupante: o novo regime angolano parece dar crédito a pessoas pouco recomendáveis, em assuntos muito sensíveis. 

O bloguista agradece, na sua página pessoal do FaceBook, a colaboração de várias pessoas na visão que oferece neste “especial”, entre elas, Geraldo Martins, Ministro do actual Governo. O ponto de vista inteiramente parcial, a ausência de contraditório, o absoluto anonimato das fontes (associado ao do autor), desclassificam obviamente a peça do ponto de vista da deontologia jornalística, situando-a claramente no campo da propaganda. Parece indubitável que o pretenso jornalista fala em nome das autoridades angolanas, ao serviço exclusivo de um candidato às próximas presidenciais na Guiné-Bissau. 

O especial começa por relembrar as pretensões de Angola, de há uns tempos para cá, sempre em conluio com DSP, de pressionar a CEDEAO a aceitar uma MISSANG II, com base numa imposição da União Africana, presidida/controlada precisamente por Angola. A ideia parece ser bajular o leitor angolano, o qual não tem qualquer ideia (nem teve, na altura da MISSANG I, assunto que foi completamente abafado) dos renovados projectos expansionistas de Angola a norte do Equador. 

Já que um brasileiro, radicado na Suécia, num jornal angolano, nos trata a nós, guineenses, como povo irmão, façamos um exercício de fraterna reciprocidade: imaginemos por um instante que o governo guineense tinha tomado partido por Samakuva, três meses antes das últimas eleições presidenciais; teriam as autoridades angolanas reagido com a mesma passividade que as guineenses? 

Este especial tem dois visados, Jomav e Cadogo, concebidos como os potenciais adversários de DSP numa eventual segunda volta (que o autor deste especial julga miraculosamente dispensável, se Angola se apressar a cobrar de volta os badalados doze milhões de dólares). O PAIGC de DSP pretende apresentar-se (seria mais apropriado impor-se) como virtual e inelutável vencedor das presidenciais de 24 de Novembro. Para criar essa convicção chega ao cúmulo de denunciar futuros golpes contra a sua presumida vitória.

A maquiavélica e demasiado óbvia intenção de colocar os dois ex-governantes, Jomav e Cadogo, em choque, para que se desgastem mutuamente, beneficiando DSP, que ficaria a assistir da bancada, omite contudo alguns aspectos importantes, dando provas de total demagogia. Confunde os leitores angolanos sub-informados, a quem parece que os vazamentos apanharam os dois a falar um com o outro. Ora, a questão é tudo menos nova, como o bloguista a apresenta. Pois, não foram os dois que se acusaram mutuamente, como sugerido, foi o PAIGC que lançou a questão muito convenientemente na ordem do dia e na agenda dos jornalistas. Por um lado, a acusação já foi invocada contra Jomav, tendo sido o PAIGC de DSP quem lhe limpou a ficha e o colocou no lugar que ocupa; por outro, o jornal oficial angolano mostra ter memória curta, pois está a trair o antigo aliado, o que fica sempre feio, feito de forma tão descarada. 

Aliás, nesta história de traições, a verdadeira dupla parece ser Jomav e DSP, que deram provas de mal agradecidos em relação a Cadogo, que os alçou ao seu estatuto cimeiro. O autor do artigo torna-se patético quando sugere que o dinheiro “constitui um prejuízo financeiro aos cofres públicos angolanos” e fala na sua “cobrança”, dando como exemplo a luta contra a corrupção em Angola. Bom. Brincadeira tem hora…

Na sua propaganda, o bloguista entra no campo da ficção quando cita Cadogo: trata-se sem dúvida de uma pretensa citação pois encontra-se entre aspas, constituindo portanto grave calúnia e sendo passível de procedimento criminal. É óbvio, para quem conhece a personalidade de Carlos Gomes Júnior, que nunca se exprimiria dessa forma, primeiro porque não admitiria “cair”, depois, por lhe ser indiferente, de todo o modo, o destino de Jomav. O ex-bloguista está a usar dos mesmos sórdidos métodos de mentira, que levaram à sua unânime condenação na blogoesfera brasileira. As suas divagações seriam inócuas sem o carimbo oficial de Angola, tornando-se assim numa ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau. 

Todavia, não serão um punhado de bajuladores, de serviço em Luanda, que virão dar lições de moral e de democracia aos guineenses. O povo angolano sofre, como o guineense, da péssima qualidade das suas elites políticas: o nível de descrédito a que chegaram é proporcional ao destaque dado a este outsider oportunista e sem escrúpulos.

PS : A petulância com que o Embaixador de Angola se imiscui nos assuntos do pais não estranharia ser uma posição oficial de Angola por via desse corrupto bloger, assim também, a manifesta simpatia e gestos de apadrinhamento para com as acções eposicionamentos do actual lider do PAIGC, deixam reservas sobre a posição oficial das autoridades de Angola para com o conteudo desse artigo.

sábado, 31 de agosto de 2019

O RESGATE…, SEGUNDO SÃO DOMINGOS E... SÃO GERALDO


O RESGATE…, SEGUNDO SÃO DOMINGOS E... SÃO GERALDO

Naqueles tempos, São Domingos vivia uma situação dificil. Tinha sido afastado compulsivamente do poder por São José por má conduta na gestão da coisa pública. Recaia sobre o devotado Santo, graves acusações de desvios do erário público e peculato no exercicio de funções públicas, assim como de enriquecimento ilícito. São Domingos, sentiu-se completamente abalado e frustado por ver os seus planos e intentos de se tornar rapidamente rico e poderoso, serem abruptamente contrariados por uma decisão com a qual não contava. Com tal não contava, porque São Domingos, julgava-se intocável e inamovível, fiando-se na falsa áurea do seu auto-endeusamento político. São José, foi implacável e intransigente, pois sabia perfeitamente que deixando São Domingos prosseguir com a sua saga arrebatadora e sofregante de se enriquecer apressada e desesperadamente, não lhe sobrariam margens nem migalhas, para ele mesmo, também se servir, como era sua pretensão.

Não se conformando, São Domingos “fingi, aceita retirar-se” e delega estratégicamente em São Carlos, o decano, para em seu nome e sob seu contrôlo remoto, dar-se seguimento aos seus planos de se enriquecer rápidamente a qualquer custo ou preço. São Carlos porém, contrariamente ao engendrado, não teria a sua missão facilitada por ferrenha oposição de São José e seus Apóstolos, pelo que, não lograria voltar a ter mãos sobre o cobiçado maná público, fonte de riqueza, fortemente disputado entre as “duas Santidades”.

Vendo-se contrariado nos seus intentos e com pouco tempo para executar os seus planos, São Domingos, chama São Geraldo, o seu mais fiél e eficiente Apóstolo e confia-lhe a dificil missão de, na perda eminente do fontenário público, realizar o “milagre” de arrecadar por qualquer meios, o maior espólio de riqueza possível, para com ele, constituirem o arsenal de guerra para poderem enfrentar os difíceis tempos com a qual seriam confrontados, por força das perseguições de que seriam alvo da parte de São João e seus Apóstolos (estes, que antes São Domingos, escorraçara e velinpendiara da sua grande casa, de forma humilhante...). São Geraldo, Apóstolo devoto e cumpridor, tinha que executar essa dificílima missão, que tinha tanto de urgente, como de arriscada, porquanto exigia inteligência e mestria cirúrgica na sua execução e, acima de tudo, não devia deixar pistas e sair-se com o colarinho branco e bem imaculado.

São Geraldo, antigo subdito experimentado de Ali Babá na sua encarnação pecadora dos tempos da Firkidja, que o tornou foragido nos Wolof Ndiaye por longos anos, não teve dificuldades em encontrar, o engenho e a arte para fazer à vontade de São Domingos e encontrar uma forma “límpida e imaculada” de constituirem o tão almejado arsenal financeiro que os permitiriam precaverem-se dos tempos da cólera que os esperavam.

Veio à luz ao espírito de São Geraldo e, célere como nos bons tempos de larápio experimentado pela Firkidja, corre a recuperar a velha “escritura” do Resgate do BAÚ (BAO entenda-se) para servir de alíbi e fachada à grande golpada de despedida do poder.

Os tempos foram passando... e, muitos e “milhares” de anos e,

E..., chega-se aos novos tempos..., nova era dos tempos, onde os “Santos” já não são Santos, pois perderam esse “estatuto”, passando a meros mortais e como tais, passarão a ser chamados pelos seus próprios nomes : Domingos Simões Pereira (DSP) e Geraldo Martins (GM), acrescentando-lhes os respectivos apelidos  que merecem :  LADRÕES DO POVO.

A “escritura” do BAÚ, aliás, nos novos tempos, o “Resgate do BAO”, é um velho dossier que, inicialmente contou com a assistência técnica do BCEAO e fora concebido com o propósito e finalidade defensável de interesse nacional, que visava fundamentalmente permitir, meios de recuperação económica e consequente ressarcimento dos prejuízos sofridos pelos operadores económicos nacionais, devido a interrupção da campanha de comercializacão da castanha de cajú de 2012, por força do golpe de estado de abril do mesmo ano, acontecimento que os colocou em situação de completa descapitalização e quase insolvência.

Contudo, contrariamente ao inicialmente programado e tendo em mente uma agenda mafiosa que visava acaparar-se no mais curto espaço de tempo que então lhes restava no Governo, do maior montante possível de fundos públicos, DSP e GM, alteraram por completo todo o mecanismo concebido para a realização do resgate, dando-lhe o fim, a realização de um golpe de filigrama que lhes permitiu locupletarem-se mafiosamente de bilhões de francos CFA, às custas do Estado da Guiné-Bissau.

Essa acção criminosa, foi minuciosamente montada sob orientação directa e instruções expressas de DSP e fielmente executada por GM, e cuja operação permitiu-lhes conseguirem um enorme encaixe financeiro, com o qual subsistiram folgadamente nos tempos das “vacas magras”, que se seguiram à perda do controlo da roubalheira que faziam do erário público. Na posse dessa avultada soma (entre outras, descaradamente e criminosamente desviadas nas vésperas da queda do “governo” de Carlos Correia), pode assim, DSP manter a opulência dos seus vicios e do seu grupo de ladroagem, adquirindo bens imóveis no país e no estrangeiro, variadissimos terrenos nobres no centro de Bissau, dotar-se a sí e à familia de uma imponente frota de viaturas de luxo, assim como possuir poder económico considerável, para alimentar a dispendioso máquina de resistência e propaganda política tentacularmente instalada, com que levou o seu combate travado nesses tempos duros da oposição e com propósitos de reconquista do poder

Esse golpe, teve dois protagonistas principais, os dois maiores escroques políticos da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira e Geraldo João Martins e, contou igualmente, com um actor secundário muito conhecido nos meios da escroqueria jurídica, o Dr Carlos Pinto Pereira, vulgo “Caias”, o advogado das causas perdidas e das aldrabices ganhas. O montande desviado com a “capa” do Resgate, foi de 3,9 bilhões de Francos CFA (isto é, seis (06) milhões de Euros), dando-se assim corpo, ao maior golpe de colarinho branco que a nossa história governativa conheceu até a presente data..., um golpe de mestre, um “resgate” de sonho para o bolso e as finanças, do grande Rato Esquema, DSP e o seu bando.

Mas como conseguiu esse famoso trio de escroques alcançar tal feito ?

Inicialmente, o resgate previa uma “carteira limpa” devida e criteriosamente seleccionada de aproximadamente de 19 bilhões de francos CFA, que englobava o conjunto dos operadores económicos lesados pela interrupção da campanha de comercialização da castanha de cajú interrompida pelo golpe militar de 12 de abril. Porém, para obterem maior margens de ganhos com o esquema de desvio maquiávelicamente montado é que aos valores iniciais retidos da carteira a resgatar, foram incorporados mais 20 bilhões de francos CFA (integrando as dívidas de montante mais avultadas e com maior risco de recuperação dos devedores do BAO), fazendo empolar o montande global da carteira a resgatar para os 39 bilhões de francos CFA, os quais seriam assumidos pelo Estado e que este por sua vez, o confiaria ao advogado Pinto Pereira para os “cobrar” junto aos devedores, num prazo de dez (10) anos.

Depois de inflacionarem propositadamente o montante da carteira do crédito a ser resgatado para valores astronómicos, DSP e GM passaram para a fase seguinte, que era de encontrar, o melhor e mais desimulado meio, que os permitissem sacar, o mais rapidamente possível os elevados montantes à partir dessa operação financeira do endosso ao Estado da carteira de devedres do BAO. Foi assim que, de conluiu com o advogado escroque, Dr Pinto Pereira, engendraram e utilizaram o esquema da percentagem dos honorários advogatícios a cobrar sobre o montante da dívida à resgatar, para assim através de um golpe subrepticio, puderem locupletra-se de uma importante verba de quase quatro (04) bilhões de francos CFA.

Mas porquê, aumentar assim drasticamente esses valores no conjunto do montnte do resgate ?

Simples..., pois quanto mais elevado fosse o montante da carteira a “recuperar” confiada ao advogado, maior seria a grandeza do enriquecimento ilícito a conseguir, pois ao Pinto Pereira, advogado dos esquemas obscuros, foi convencionado honorários correspondentes à 10% do valor da causa (da carteira a resgatar), ou seja quase quatro (04) bilhões de francos CFA !!! Uma enormidade de dinheiro, pois em situações normais, tais honorários não podiam ultrapassar 1,5% do valor da causa, de acordo com a aplicação da tabela dos honorários advogatícios em vigôr.

O mais caricato e suspeito nesse jogo mafioso é que, para uma carteira que devia ser recuperada em dez (10) anos !!!!! ?????..., ao felizardo advogado (que ao que se sabe, nem chegou a redigir o famoso contrato de cedência da carteira, da autoria de Dr Diogo de Lacerda PCA do BAO), foi-lhe pago de imediato, os tais (quase), quatro (04) bilhões de francos CFA. De imediato e sem mover uma palha..., que generosidade meu Deus !!!!

Pergunta-se ! mas porquê, pagar logo à cabeça todo esse montante se a recuperação deveria ocorrer em dez (10) anos ? Se vier a não recuperar ? Porquê não lhe pagar paulatinamente à medida que ia recuperando a dívida junto aos devedores ?

Tudo muito simples caros concidadãos..., o honorário faraônico atribuido ao grande “Caias”, era uma simples fachada para DSP e GM sacarem dinheiro à pressa ao Estado e também era a única forma de o terem rapidamente nas suas posses. Esse montante, deveria ser pago de imediato, para logo depois se proceder ao esquema da distribuição do espólio do golpe.
Portanto, o advogado Pinto Pereira com a sua famosa percentagem de 10% do valor da carteira, não passou de uma “barriga de aluguer” para branquear o trânsito de avultadas somas para as mãos e controlo de DSP e GM. Aliás, o advogado quando ouvido pelo Ministério Público (MP), admitiu o crime e, sem rodeios confessou que, desse montante, só tinha recebido trezentos e noventa milhões (390.000.000) de francos CFA e, sobre cujo rendimento, foi inclusivamente obrigado a pagar os respectivos impostos. Porém, lamenta-se que, ora por inércia, ora por falta de rigôr e competência, o MP, apesar dessa confissão e demais provas recolhidas à partir da sua audição, não diligenciaram e deram o devido seguimento a esse dossier que, poderia naturalmente conduzir DSP e GM às contas com a justiça e consequentemente à prisão.

Apetece então perguntar ! E o resto do dinheiro ? Qual foi o seu paradeiro ?

É fácil descobrir o paradeiro e os beneficiários... Basta seguir a traçabilidade dos cheques ao portador emitidos pelo Dr dos Esquemas, o causídio da escroqueria, Pinto Pereira. Na realidade, acto continuo ao depósito na sua conta no BAO desse avultado montante, o Dr Barriga de Aluguer, emitiu mais de uma dezena de cheques ao portador à favor de pessoas que, paradoxalmente, tinham todos em comum uma ligação forte e intrínseca com a figura central de DSP. Todas essas pessoas, são umbicalmente ou fortemente ligadas a DSP (eram, a esposa, filho, irmão, amantes, concubinas, comadres, amigas “intimas”, amigos, jornalistas e bloguer’s seus conhecidos “bocas de aluguer” e repoteres privativos, etc...), e foram identificados como benefiários dessa golpada, quer na qualidade de beneficiários directos do golpe, ou como meros barrigas de aluguer, para em última instância, fazerem transitar o dinheiro, acabando em última instância nas suas mãos, como o principal beneficiário do maior e mais famoso golpe de colarinho branco da nossa história.

Pelas nossas investigações e documentos de que dispomos, a traçabilidade das operações permite-nos assegurar com plena certeza de que, DSP pessoal e directamente, beneficiou dessa operação do montante líquido de 2,9 bilhões (2.900.000.000) de francos CFA, com as quais adquiriu (pagando cash), um apartamento de alto standing com vista para o mar no Parque das Nações em Lisboa-Portugal no valor de 600.000 Euros, uma vivenda duplex nos Almadies em Dakar, através da intermediação do “Tchitchi” Nancassa, no valor de mais de 500 milhões de francos CFA, um terreno nobre no centro de Bissau de 1800m² junto ao Estádio Lino Correia, no valor de 290 milhões de francos CFA pagos ao BAO, a compra de seis camiões de 20 tons de recolha de lixo, para reforçar a frota de veículo do filho envolvido no contrato de vazamento de lixo com a CMB, a compra e legalização de dezenas de vastos lotes de terreno estratégicamente localizados, onde pretende executar futuramente projectos imobiliários e outros investimentos.

Esta é a verdadeira história por trás do Resgate do BAO, contrariamente ao inventado e mentido por DSP e GM, autores de um projecto de puro golpe de colarinho branco de fim de regime. Esse enorme golpe, foi urdido, planeado e coordenado por DSP e executado por GM e tinha como propósito e teve o objectivo plenamente alcançado que, foi dar um golpe mafioso para se enriquecerem individamente com o erário público no montante de quase quatro bilhões de francos CFA  (mais de seis (06) milhões de Euros).

Hoje causa-nos revolta a propagaçõ d, projecto de mentira e manipulação que DSP e os seus acólitos destilam na sociedade, por isso decidimos denunciá-lo e combaté-lo e ao seu grupo com todos os meios ao nosso alcance. Este é o começo de muitas denúncias que se seguirão, sobre a sua falsa e mentirosa figura.

Bem hajam,

Autores identificados C.P.L. e G.T.D.